terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!


  
  

De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás,e ano novo chegou.
De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num só pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração: PAZ E AMOR.
De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque todos são humanos e descendentes de um só Pai, os homens lembram-se apenas de um só verbo: amar.
De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino, o hino da liberdade.
De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver.
De repente, os homens lembram-se da maior dádiva que têm: a vida.
De repente, tudo se transforma e chega o ano radiante de esperança, porque só o homem pode alterar os rumos da vida.
De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que aparece.

Ensinou o Presidente Henry B. Eyring :Uma reflexão sobre os atributos de Jesus Cristo deve extinguir o orgulho daquelas pessoas satisfeitas consigo mesmas que acham que não precisam melhorar. E até a pessoa mais humilde pode criar esperanças graças ao convite de tornar-se semelhante ao Salvador.  Pense nisso e teremos mais esperanças de viver em um mundo melhor.       
 Sucesso nesse Ano de 2010

              FELIZ ANO NOVO!
                                                          HAPPY NEW YEAR!

                                                                                                                  新年快乐!

                      

                                      FELIZ AÑO NUEVO!  
                                               สวัสดี ปี ใหม่!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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Devocional com Elder Fernando Araújo

No último dia 17 de Novembro deste ano (2009) os jovens de 14 a 17 anos e os adultos solteiros de 18 a 30 de várias estacas de Salvador, se reuniram na capela da Liberdade a fim de ouvir conselhos dos céus. Verdadeiramente ouviram! Foi uma noite memorável. As músicas cantadas, as orações proferidas e a mensagem transmitida foram enriquecedoras.

A mensagem tinha como propósito lembrar os filhos de Deus da razão de suas existências. Para tanto escrituras foram lidas e explicadas, testemunhos foram prestados, experiências compartilhadas e os resultados só quem esteve presente poderá atestar.

O Élder Fernando Araújo explanou sobre o grande plano de amor, de felicidade, de SALVAÇÃO. Declarou com veemência os cinco requisitos indispensáveis para se voltar a presença de Deus:

  1. Ganhar um corpo mortal
  2. Ser batizado pela devida autoridade vide: João 03:03
  3. Receber o Espírito Santo vide: João 03:05; D&C 130:23; 2º Néfi 32:05.
  4. Casar-se (no templo) vide D&C 131:01-04
  5. Perseverar

Criticou os anti-Cristos, que falam sobre a vontade de Deus e são contra o casamento. Que não casam porque não tem coragem e citou os três conselhos do Élder Richard G. Scott quanto aos requisitos para se casar, deve-se:

  1. Confiar em Deus
  2. Confiar em si mesmo
  3. Confiar na pessoa que declara amar

O Élder Araújo ainda desobrigou alguns “rapazes” desta sagrada responsabilidade se e somente se tiver um dos seguintes impedimentos: Defeito físico (tetraplégia) brincou que ser feio não cabe em defeito físico (todos riram); Ser portador de deficiência mental (mentalmente incapaz) e falecer antes de receber tal benção.

Compartilhou sua experiência de nada material possuir na ocasião do seu casamento e pontuou que em qualquer época casar não será tarefa fácil, enfatizou apenas que é necessário somente confiar em Deus. Citou uma declaração recente do Presidente Thomas S. Monson:

“ Nossos jovens estão sem fé, sem esperança e sem coragem para estabelecer uma

Família eterna. Precisamos lhes aumentar a fé e a esperança para que se casem.”

Leu Abraão 01:01-02 quando em busca de maior felicidade, paz e descanso para si, desejou receber a benção dos pais. Leu ainda D&C 49:15 como lembrança de que o casamento é ordenado por Deus. E disse que sem o casamento o plano todo é um desperdício. Vide: D&C 02.

Falando às moças aconselhou tal qual o fez as suas duas filhas quanto à com quem casar. Segundo ele é necessário observar: Se o rapaz é trabalhador e como trata os pais. E pediu: Confiem mais. Disse ainda que os rapazes devem respeitar as moças e que estas devem se dar ao respeito. Citou a grande burrice (palavras dele) quanto ao dito: “ A família em primeiro lugar ou nada pode vir antes da família”; explicou ser na família que se ora, se estuda as escrituras, jejua, desenvolve generosidade... e ao falar de divórcio apontou só ocorrer por um dos cônjuges tirar o Senhor do casamento. Segundo ele o tripé é:

Diagrama de pirâmide No topo o Senhor e nos dois extremos o marido e a esposa, e relembrou o primeiro grande mandamento.

Disse que se precisa de especialistas em acabamento- Trabalho fino e de continuidade. É necessário começar e concluir. Que as aparências não levará ninguém a presença de Deus e que é necessário ter ânimo, coragem.

Enfaticamente desaprovou o casamento fora da Igreja, pois isto é negar o plano e advertiu os irmãos de que aqueles que já receberam as ordenanças do templo e namoram fora da Igreja estão em pecado e devem se arrepender (convite dele).

Aos rapazes disse: Não seja beija-flor.

O Élder Araújo concluiu sua mensagem de duas horas dizendo: “Confiem no Senhor. Orem a Ele e peçam lhes as bênçãos.”

Como disse no inicio, a noite do dia 17 de Novembro foi verdadeiramente memorável os frutos logo surgirão, por que os eleitos ouvem a voz do Senhor e não endurecem o coração.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nossa aula do quarto domingo nós vamos aprender com Elder Richard G. Scott.
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“Adorar no Templo: Fonte de Força e Poder em Épocas de Escassez”

Élder Richard G. Scott
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Se guardamos os convênios que fizemos e se vivemos em retidão, (…) não temos razão para preocupações ou desesperança.

Élder Richard G. ScottTodo membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem a bênção de viver em uma época na qual o Senhor inspirou Seus profetas para que proporcionassem cada vez mais acessibilidade aos templos santos. Por meio de planejamento detalhado e algum sacrifício, a maioria dos membros da Igreja pode receber as ordenanças do templo para si próprios e para seus antepassados, e ser assim abençoados pelos convênios ali realizados.

Por amar vocês, vou falar-lhes de coração para coração, sem rodeios. Tenho observado que, muitas vezes, as pessoas fazem grandes sacrifícios para irem a um templo distante. Porém, quando um templo é erguido nas proximidades, em pouco tempo muitos não o frequentam com regularidade. Quando o templo fica a uma distância conveniente, pequenas coisas interferem em seus planos de frequentá-lo. Tenho uma sugestão: estabeleçam metas específicas, de acordo com as circunstâncias, determinando quando poderão ir ao templo e quando participarão das ordenanças. A partir daí, não permitam que nada interfira nesse plano. Esse padrão garantirá que os membros que moram perto do templo sejam tão abençoados quanto aqueles que planejam com muita antecedência uma longa viagem à casa do Senhor.

Há quatorze anos decidi que iria ao templo uma vez por semana e realizaria pelo menos uma ordenança cada vez. Para alcançar esse objetivo, quando viajo, compenso os dias que deixo de ir ao templo. Continuo firme nessa resolução e isso mudou minha vida profundamente. Esforço-me para participar de todas as diferentes ordenanças do templo.

Incentivo vocês a estabelecer sua própria meta de frequência para realizar as ordenanças disponíveis em nossos templos. O que poderia ser mais importante do que ir ao templo e participar das ordenanças sagradas? Que atividade poderia ter maior impacto e oferecer mais alegria e profunda felicidade a um casal, do que adorar juntos no templo?

Quero compartilhar, agora, outras sugestões de como obter mais benefícios por frequentarmos o templo:

• Compreendam a doutrina relacionada às ordenanças do templo, principalmente o significado da Expiação de Jesus Cristo.1
• Ao participar das ordenanças do templo, reflitam sobre seu relacionamento com Jesus Cristo e o relacionamento Dele com o Pai Celestial. Esse pequeno ato vai levar a uma compreensão maior sobre a natureza sublime das ordenanças do templo.
• Sempre expressem gratidão em espírito de oração pelas bênçãos incomparáveis que advêm das ordenanças do templo. Vivam cada dia de maneira a demonstrar ao Pai Celestial e a Seu Filho Amado o quanto essas bênçãos significam para vocês.
• Programem visitas regulares ao templo.
• Reservem tempo suficiente para fazer as coisas sem pressa no templo.
• Alternem as atividades para poder participar de todas as ordenanças do templo.
• Tirem o relógio, quando entrarem na casa do Senhor.
• Ouçam atentamente à apresentação de cada elemento da ordenança com a mente e o coração abertos.
• Concentrem a atenção na pessoa para a qual vocês estão realizando a ordenança vicária. De vez em quando, orem para que a pessoa reconheça a importância vital das ordenanças e seja digna ou se prepare para ser digna de tirar proveito delas.
• Reconheçam que uma grande parte da majestade da ordenança de selamento não pode ser compreendida e relembrada por meio de uma única experiência durante a vida. Uma quantidade substancial de trabalho vicário subsequente permite às pessoas receberem muito mais do que é comunicado nas ordenanças para os vivos.
• Compreendam que a ordenança do selamento só é válida para a eternidade depois de ter sido selada pelo Santo Espírito da Promessa. Ambas as pessoas precisam estar dignas e desejar que o selamento seja eterno.

Se vocês ainda não foram selados no templo como casal, considerem esta escritura:

“Na glória celestial há três céus ou graus;

E para obter o mais elevado, um homem precisa entrar nesta ordem do sacerdócio [que significa o novo e eterno convênio do casamento];

E se não o fizer, não poderá obtê-lo.

Poderá entrar em outro, mas esse será o fim de seu reino; ele não poderá ter descendência (D&C 131:1–4).

Às vezes, quando ouço um coro cantar durante a cerimônia dedicatória de um templo, sinto algo tão sublime que meu coração e minha mente se elevam. Ao fechar os olhos, mais de uma vez, em minha mente, vi [como] um cone invertido de pessoas que começa no templo e se estende até o céu. Sinto que essas pessoas representam muitos espíritos que aguardam a obra vicária ser feita por eles naquele santuário, regozijando-se porque finalmente há um lugar que pode libertá-los das cadeias que atrasam seu progresso eterno. Para realizar isso, será preciso que vocês façam a obra vicária. Será preciso identificar seus antepassados. O novo programa FamilySearchTM torna esse esforço mais fácil que antes. É necessário identificar nossos antepassados, preparar seus dados e depois ir à casa do Senhor para realizar as ordenanças que eles anseiam por receber. Que alegria é poder participar da obra do templo!

Gostaria de relatar uma experiência de um antepassado da minha esposa, Jeanene. O nome dessa pessoa é Sarah De Armon Pea Rich. O comentário que ela fez mostra o impacto que o templo pode ter em nossa vida. Aos 31 anos de idade, ela recebeu um chamado de Brigham Young para servir no Templo de Nauvoo, onde todas as ordenanças possíveis foram realizadas antes de os santos precisarem abandonar o templo. Eis o que ela escreveu:

“Muitas foram as bênçãos que recebemos na casa do Senhor, o que nos trouxe alegria e consolo em meio a todas as tristezas, e nos possibilitou ter fé em Deus, sabendo que Ele nos guiaria e nos ampararia na jornada desconhecida que tínhamos à frente. Pois, se não fosse pela fé e pelo conhecimento que recebemos nesse templo, e pela influência e ajuda do Espírito do Senhor, nossa jornada teria sido como um salto na escuridão; iniciar nossa jornada num inverno daqueles e em nossas condições de pobreza, teria sido como caminhar para as mandíbulas da morte. Mas tínhamos fé em nosso Pai Celestial e Nele depositamos nossa confiança, sabendo que éramos Seu povo escolhido, e havíamos abraçado Seu evangelho. Assim, em vez de tristeza, sentimo-nos rejubilar pelo advento do dia de nossa libertação.”2

Desejo agora falar do significado especial que o templo tem para mim. Parte desta mensagem vai ser comovente para mim, por isso peço suas orações para que eu não fique muito emotivo ao enunciá-la.

Há quatorze anos, o Senhor levou minha esposa para o outro lado do véu. Amo-a de todo o coração, mas nunca reclamei, porque sei que foi a vontade Dele. Nunca questionei o porquê, mas perguntei o que Ele deseja que eu aprenda com essa experiência. Creio ser uma boa forma de enfrentar as coisas desagradáveis em nossa vida: sem reclamar, mas agradecendo ao Senhor pela confiança que Ele deposita em nós quando nos dá a oportunidade de vencer as dificuldades.

Fomos abençoados com filhos. Tivemos uma filha primogênita que continua a ser uma grande bênção em nossa vida. Uns dois anos depois, tivemos um filho, a quem chamamos Richard. Mais alguns anos e nasceu-nos outra filha. Ela faleceu após viver apenas alguns minutos.

Nosso filho Richard nasceu com uma anomalia cardíaca. Disseram-nos que, a menos que ele fosse curado, havia pouca probabilidade de que ele vivesse mais do que dois ou três anos. Isso aconteceu há muito tempo, quando técnicas reparadoras em tais casos eram desconhecidas. Foi uma bênção encontrar um lugar em que os médicos concordaram em tentar fazer a cirurgia necessária. A cirurgia tinha de ser feita com o coraçãozinho funcionando.

O procedimento foi realizado apenas seis semanas depois do nascimento e morte de nossa filhinha. Ao terminar a operação, o cirurgião-chefe nos informou que havia sido um sucesso. Então, pensamos: “Que maravilha! Nosso filho terá um corpo forte, poderá correr, caminhar e crescer”! E expressamos profunda gratidão a Deus. Apenas uns dez minutos depois, o mesmo médico veio até nós com a fisionomia abatida e nos disse: “Seu filho morreu”. Aparentemente, o choque da operação foi maior do que seu corpinho pôde suportar.

Mais tarde, já à noite, abracei minha esposa e lhe disse: “Não precisamos nos preocupar, porque nossos filhos nasceram no convênio. Temos a garantia de que os teremos conosco de novo no futuro. Agora temos uma razão para viver na maior retidão. Temos um filho e uma filha que estavam qualificados para ir para o reino celestial, porque faleceram antes dos oito anos de idade”. Esse conhecimento nos deu grande consolo. Regozijamo-nos no conhecimento de que todos os nossos sete filhos estão selados a nós para esta vida e para toda a eternidade.

Essa provação não foi um problema para nenhum de nós, porque quando vivemos em retidão e recebemos as ordenanças do templo, tudo o mais está nas mãos do Senhor. Podemos fazer o melhor que pudermos mas, no final, tudo depende Dele. Quando vivemos em retidão, nunca devemos reclamar do que acontece em nossa vida.

Há quatorze anos, o Senhor decidiu que não era necessário que minha esposa continuasse nesta Terra e, por isso, Ele a levou para o outro lado do véu. Confesso que há momentos em que é difícil não poder falar com ela, mas eu não reclamo. Nos momentos importantes da minha vida, o Senhor tem-me permitido sentir a influência dela através do véu.

O que estou tentando ensinar é que, se guardamos os convênios que fizemos e se vivemos em retidão para merecer as bênçãos prometidas nas ordenanças, aconteça o que acontecer, não temos razão para preocupações ou desesperança.

Sei que terei o privilégio de estar com minha bela esposa, a quem amo de todo o coração, e com aqueles filhos que estão com ela do outro lado do véu, em virtude das ordenanças que foram realizadas no templo. Que bênção é ter outra vez na Terra a autoridade para selar, não apenas para esta vida mortal, mas para as eternidades. Sou grato ao Senhor por ter restaurado Seu evangelho em sua plenitude, inclusive as ordenanças necessárias para sermos felizes neste mundo e para vivermos eternamente felizes no futuro.

Esta é a obra do Senhor. Jesus Cristo vive. Esta é Sua Igreja. Sou testemunha Dele e de Sua Expiação, que é o alicerce que torna efetiva e duradoura cada ordenança realizada nos templos. Disso eu testifico, com toda a capacidade que tenho, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas

1. As seções 88, 109, 131 e 132, de Doutrina e Convênios, podem ser um bom começo.

2. Sarah De Armon Pea Rich, “Autobiografia, 1885–1893”, Biblioteca de História da Igreja, p. 66; a grafia, a pontuação e as maiúsculas foram padronizadas.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estivemos na NASPEC.

Dia 12 de outubro de 2009, nós os membros da Ala Pituaçu fizemos a entrega das doações, que foram arrecadadas durante todo o mês de setembro. A Instituição NASPEC -Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer foi que recebeu as doações.
O Irmão Marival 2º conselheiro do Bispado da Ala, foi que liderou as pessoas uqe estavam presente na entrega, agradecemos especialmente as irmãs Catarina, Bruna, Monica e Ilza e os irmãos Jose Raimundo, Francisco e o irmão Gilmario (Ala Imbui), e a todos que participaram no trabalho de arrecadar.














terça-feira, 25 de agosto de 2009

Aula do 4º Domingo de Agosto


O Plano de Nosso Pai: Grande o Suficiente para Incluir Todos os Seus Filhos

Élder Quentin L. Cook
Do Quórum dos Doze Apóstolos

Embora nossa jornada seja cheia de tribulações, o destino final é verdadeiramente glorioso.

Élder Quentin L. CookEsta vida mortal pode ser uma jornada difícil, mas o destino final é realmente glorioso. Cristo expressou o seguinte a Seus Discípulos: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.1

Meu objetivo, nesta tarde, tem duas partes: primeiro, abordar algumas “pedras de tropeço” da fé; e segundo, descrever como o plano de nosso Pai é suficientemente grande para incluir todos os Seus filhos.

Nos dois últimos anos, nos Estados Unidos e no mundo inteiro, aumentou drasticamente a discussão a respeito de nossa fé e nossas crenças. Isso não é novo. É algo que aconteceu periodicamente ao longo da história da Igreja.

Em 1863, Charles Dickens, o escritor inglês, subiu a bordo do navio de passageiros Amazon, que rumava para Nova York. Seu propósito era fazer uma reportagem sobre os conversos santos dos últimos dias que emigravam para edificar a Igreja no Oeste dos Estados Unidos. Milhares de conversos já haviam emigrado e muito tinha sido escrito sobre eles e suas crenças, especialmente nos meios de comunicação ingleses. A maior parte do que fora escrito era desfavorável.

“Subi a bordo de seu navio”, escreveu Dickens, “para depor contra eles, se assim o merecessem, como eu acreditava inteiramente. Para meu grande assombro, eles não o mereciam”.2

Depois de observar os conversos e se misturar com eles, Dickens ficou muito impressionado e descreveu aqueles conversos ingleses, em sua maioria trabalhadores braçais, dizendo que eram “em seu nível, a fina nata da Inglaterra”.3

Tem havido dois tipos de relatos contrastantes em relação à Igreja. Por um lado, os membros justos e seu modo de vida têm geralmente sido descritos favoravelmente. Aqueles que conhecem pessoalmente os santos dos últimos dias ou tiveram a oportunidade de observá-los de perto têm a mesma opinião relatada por Charles Dickens, há quase 150 anos.

Devido à inspiradora doutrina da Restauração, os membros se regozijam no evangelho e encontram alegria e satisfação na Igreja. Somos vistos favoravelmente quando vivemos os ensinamentos do evangelho restaurado de Jesus Cristo. Quando os membros não vivem os ensinamentos, podem ser uma pedra de tropeço para os que não pertencem à Igreja.4

Ao contrário dos relatos favoráveis sobre membros justos, a descrição que é feita da Igreja e de sua doutrina muitas vezes tem sido falsa, injusta e negativa. Devemos reconhecer que algumas descrições do cristianismo de modo geral também têm sido muito negativas.5

Essa atitude em relação a nossa doutrina não é de surpreender. Em Doutrina e Convênios, o Senhor disse que haverá alguns que “levantarão a voz e amaldiçoarão a Deus”6 e alguns que “desviam de mim o coração por causa dos preceitos dos homens”.7

Certos anúncios afixados nos ônibus de Londres demonstram a polarização que existe em relação à religião em geral. Ateus, agnósticos e descrentes exibem anúncios pagos nos ônibus vermelhos de dois andares de Londres, com os dizeres: “Provavelmente Deus não existe. Pare de se preocupar e desfrute a vida”. Já os anúncios pagos por cristãos declaram: “Sem dúvida alguma Deus existe”, seguido de mensagens inspiradoras.8

Os descrentes acham difícil aceitar os milagres do Velho e do Novo Testamentos, bem como o nascimento de Cristo de uma virgem e Sua Ressurreição. Eles veem esses acontecimentos com o mesmo ceticismo com que veem o aparecimento de Deus, o Pai, e Jesus Cristo ao Profeta Joseph Smith. Não aceitam a possibilidade de um plano celestial presidido por um ser supremo. Não têm fé.9

Minha principal preocupação é com as pessoas honradas deste mundo que têm a mente aberta para a fé religiosa, mas sentem-se desanimadas ou confusas devido às doutrinas incorretas. Por exemplo: em relação à doutrina de que ainda existe revelação, algumas pessoas muito íntegras têm certeza de que a Igreja não pode ser verdadeira, porque lhes foi ensinado, e por isso acreditam, que os céus estão fechados, que não haverá mais nenhuma revelação, escritura ou pronunciamento adicional do céu. Quero enfatizar que essa crença amplamente difundida não tem base nas escrituras, mas é uma pedra de tropeço para alguns.10

Num best-seller recente, o autor usa como princípio de analogia o interessante fato de que, durante séculos, todos os europeus acreditaram que só existissem cisnes brancos. Somente depois da descoberta da Austrália foi que se descobriram cisnes de cor diferente. O autor usa essa analogia para explicar acontecimentos que realmente ocorreram, mas não eram esperados.11 Ao pensar nessa analogia, dou-me conta de que muitas pessoas se recusam a pesquisar seriamente a Igreja porque acreditam que não pode haver revelação nesta dispensação. Certo converso, que hoje é presidente de missão, descreveu essa dificuldade que enfrentou quando pesquisava a Igreja. Ele disse: “Ensinaram-me a vida inteira que nunca mais haveria profetas e apóstolos novamente na Terra. Portanto, aceitar Joseph Smith como profeta foi uma grande pedra de tropeço”. Contudo, ele declarou que, ao orar, recebeu “um testemunho de que o evangelho havia realmente sido restaurado na Terra, e de que Joseph Smith era realmente um profeta de Deus”.12

Para muitas dessas pessoas que tinham a mente aberta para a fé religiosa, uma questão era particularmente problemática. Tinham dificuldade em conciliar a doutrina correta de que temos um Pai Celestial amoroso com a doutrina incorreta de que a maioria da humanidade seria condenada ao inferno eterno.

Essa era uma importante questão para meu trisavô, Phineas Wolcott Cook. Ele nasceu em 1820, em Connecticut. Em seu diário, anotou que havia feito um convênio com o Senhor de servi-Lo, se conseguisse descobrir a maneira certa de fazê-lo. Frequentou muitas igrejas e, em uma delas, foi-lhe pedido que “testificasse [e se] filiasse à igreja [e se] tornasse cristão”. Sua resposta foi que “não sabia a qual devia filiar-se, porque havia muitas”. Ele continuou a pesquisar diversas igrejas. Uma doutrina, contudo, era-lhe particularmente importante. Ele explicou: “Fui muitas vezes criticado por desejar uma salvação mais liberal para a humanidade. Não podia acreditar que o Senhor havia criado uma parte para ser salva e uma grande parte para ser condenada por toda a eternidade”.13 Por causa dessa doutrina, permitiu que seu nome fosse retirado dos registros de uma religião protestante. Quando os missionários SUD lhe ensinaram a verdadeira doutrina do plano de salvação, em 1844, ele foi batizado.

A mesma fé que Phineas tinha na amorosa misericórdia do Senhor e no Seu plano de felicidade era compartilhada por muitos outros homens e mulheres honrados, embora os ensinamentos de suas próprias igrejas fossem muito deprimentes.

O estudioso e líder da igreja Anglicana Frederic Farrar, autor de A Vida de Cristo, em seus sermões proferidos na Abadia de Westminster, lamentava estar errado um ensinamento comum nas igrejas protestantes em relação ao inferno. Declarava que a definição de inferno que incluía “tormento sem fim” e “condenação eterna” resultava de erros de tradução do hebraico e do grego para o inglês na versão do rei Jaime da Bíblia. Farrar também via a constante manifestação de um amoroso Pai Celestial na Bíblia inteira como prova adicional de que as definições do inferno e da condenação usadas na tradução inglesa estavam incorretas.14

Lord Tennyson, em seu poema “In Memoriam”, expressou esse profundo sentimento depois de declarar que “acreditamos que de alguma forma o bem será o resultado final do mal”. Ele prosseguiu, dizendo:

Que nada acontece sem motivo;
Que nenhuma vida será destruída,
Ou lançada como refugo no abismo,
Quando o plano de Deus estiver concluído15

Na época em que Joseph Smith recebeu revelações e organizou a Igreja, a vasta maioria das igrejas ensinava que a Expiação do Salvador nãoproporcionaria salvação à maior parte da humanidade. O preceito comum era de que poucos seriam salvos e a imensa maioria seria condenada a torturas sem fim, da mais terrível e indescritível intensidade.16 A maravilhosa doutrina revelada ao Profeta Joseph desvendou-nos um plano de salvação que se aplica a toda a humanidade, inclusive àqueles que não ouviram falar de Cristo nesta vida, às crianças que morrem antes da idade da responsabilidade e àqueles que não têm entendimento.17

Ao morrer, os espíritos justos passam temporariamente a viver num estado chamado paraíso. Alma, o Filho, ensinou que o “paraíso [é] um estado de descanso, um estado de paz, onde [o justo] descansará de todas as suas aflições e de todos os seus cuidados e tristezas”.18 Os espíritos iníquos habitarão na prisão espiritual, que às vezes é chamada de “inferno”.19 Sua descrição é a de um lugar terrível e coberto de trevas, onde os que temem “a indignação da ira de Deus, (…) permanecem (…) até [a] ressurreição”.20 Contudo, graças à Expiação de Jesus Cristo, todos os espíritos abençoados com o nascimento serão no final ressuscitados, com a reunião do espírito e do corpo, e herdarão reinos de glória que são superiores a nossa existência aqui na Terra.21 As exceções se restringem àqueles que, como Satanás e seus anjos, deliberadamente se rebelarem contra Deus.22 Na ressurreição, a prisão espiritual ou inferno, libertará seus espíritos cativos. Jesus veio ao mundo “para ser crucificado pelo mundo e para tomar sobre si os pecados do mundo e para santificar o mundo e purificá-lo de toda iniquidade”.23

O Salvador disse: “Não se turbe o vosso coração (…) Na casa de meu Pai há muitas moradas (…) Vou preparar-vos lugar”.24 Há um resumo sucinto disso no livro de Moisés: “Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem.”25

Depois de tudo que o Salvador sofreu pela humanidade, não é de surpreender que, na Primeira Visão, ao se referir às igrejas existentes, Ele tenha instruído Joseph para que não se “unisse a qualquer delas, pois estavam todas erradas”.26 Em seguida, o Salvador deu início à restauração de Sua doutrina verdadeira referente ao plano de redenção e a outros princípios de salvação, tal como a doutrina de Cristo.27

Mas a despeito da importância de nossas diferenças doutrinárias em relação a outras crenças, a atitude que temos em relação às outras igrejas tem sido a de evitar críticas. Elas fazem muitas coisas boas. Abençoam a humanidade. Muitas ajudam seus membros a aprender a respeito do Salvador e de Seus ensinamentos.

Um repórter do Washington Post esteve em uma de nossas reuniões da Igreja, na Nigéria, e entrevistou um membro novo, falando sobre sua conversão. O repórter declarou:

“Ele disse que desceu do ônibus e caminhou até o prédio [da Igreja SUD]. Imediatamente gostou do que ouviu [na capela], especialmente porque ninguém pregava que as pessoas das outras religiões iriam para o inferno”.28 Esse é o mesmo sentimento que inúmeros conversos têm tido, desde que a época da organização da Igreja.

Nossos líderes constantemente nos aconselham, dizendo: “Respeitem as pessoas que não compartilham nossa crença e tenham apreço por elas. Há uma enorme necessidade de cortesia e respeito mútuos entre as pessoas de diferentes crenças e filosofias”.29

Igualmente importante é que sejamos amorosos e bondosos com os membros de nossa própria religião, seja qual for seu nível de comprometimento ou atividade. O Salvador deixou bem claro que não devemos julgar uns aos outros.30 Isso se aplica especialmente aos membros de nossa própria família. Nossa obrigação é amar, ensinar e nunca desistir. O Senhor deu a salvação “gratuitamente a todos os homens”, mas “ordenou a seu povo que persuadisse todos os homens a se arrependerem”.31

Evidentemente, o desejo de nosso coração é não apenas receber salvação e imortalidade, mas também alcançar a vida eterna na presença do amoroso Pai Celestial e de nosso Salvador, no reino celestial, com nossa família. Só podemos alcançar a vida eterna por meio da obediência às leis e ordenanças do evangelho.32 O Salvador disse que, se guardarmos Seus mandamentos, receberemos da plenitude do Pai e seremos glorificados Nele .33

Aqueles antigos conversos europeus que Dickens conheceu a bordo do navio Amazon haviam superado muitas pedras de tropeço. Tinham um testemunho de que a revelação vem do céu e de que havia novamente profetas e apóstolos na Terra. Tinham fé no evangelho restaurado de Jesus Cristo.

Tinham compreendido o destino sublime que lhes estava reservado. Não tinham receio da árdua viagem que iniciavam, e o paradeiro final não era realmente o Vale do Lago Salgado. Seu verdadeiro destino era o paraíso e, depois, a exaltação no reino celestial.

É por isso que os santos dos últimos dias, tanto no passado quanto hoje, cantam a última estrofe do hino “Vinde, Ó Santos” com fé e grande expectativa:

Chegando a morte, tudo irá bem!
Vamos paz todos ter.
Livres das lutas e dores também,
Com os justos viver!34

O Pai amoroso proporcionou um plano abrangente e compassivo para Seus filhos, que “salva os vivos, redime os mortos, resgata os condenados e glorifica todos os que se arrependerem”.35 Embora nossa jornada seja cheia de tribulações, o destino final é verdadeiramente glorioso.

Regozijo-me no grande plano de salvação que é grande o suficiente para incluir todos os filhos do Pai Celestial. Sinto pela Expiação de Jesus Cristo uma gratidão que está além de minha capacidade de exprimir. Presto testemunho Dele, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas

1. João 16:33.

2. Charles Dickens, The Uncommercial Traveller, All the Year Round, (4 de julho de 1863), p. 449; ver também David M. W. Pickup, The Pick and Flower of England (2001), p. 2.

3. All the Year Round, (4 de julho de 1863), p. 446.

4. Ver Alma 4:10.

5. Ver Paul Johnson, “Militant Atheism and God”, Forbes (8 de outubro de 2007), p. 27; John Gray, “Faith in Reason: Secular Fantasies of a Godless Age”, Harper’s Magazine (janeiro de 2008), p. 86.

6. D&C 45:32.

7. D&C 45:29.

8. William Lee Adams, “Christians and Atheists Battle in London Bus Wars”, Time, 8 de fevereiro de 2009, www.time.com.

9. Ver Lucas 18:8.

10. Alguns citam erroneamente Apocalipse 22:18, mas isso se refere ao livro de Apocalipse, e não à Bíblia como um todo. Ver também Deuteronômio 4:2.

11. Ver Nassim Nicholas Taleb, The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable (2007), pp. xvii–xxviii.

12. Gary G. Ely, 16 de maio de 2008, conversa preparatória para seu serviço como presidente da Missão Colorado Denver Norte.

13. Newell Cook McMillan, comp., The Life and History of Phineas Wolcott Cook (1980), pp. 19–20.

14. Ver Frederic W. Farrar, Eternal Hope (1892), pp. xxxvi–xlii. Para uma análise mais ampla do assunto, ver H. Wallace Goddard, “God’s Plan—Kinder Than We Dare to Expect”, Meridian Magazine (2006), www.ldsmag.com/myth/060217plan.html.

15. Poems of Tennyson, ed. Henry Frowde (1907), pp. 387–388.

16. Ver Frederic W. Farrar, Eternal Hope, (1892), p. xxii.

17. Ver D&C 29:46–50; 137:7–10.

18. Alma 40:12.

19. Ver 2 Néfi 9:10–14; D&C 76:84–86.

20. Alma 40:14.

21. Ver D&C 76:89.

22. Ver Isaías 14:12–15; Lucas 10:18; Apocalipse 12:7–9; D&C 76:32–37.

23. D&C 76:41; ver também I Coríntios 15:22.

24. João 14:1–2.

25. Moisés 1:39.

26. Joseph Smith—História 1:19; ver também versículo 20.

27. Ver 2 Néfi 31:2–21; ver também Hebreus 6:1–2; II João 1:9–10; 3 Néfi 11:30–40.

28. Mary Jordan, “The New Face of Global Mormonism,” The Washington Post, 19 de novembro de 2007, p. A01.

29. Gordon B. Hinckley, “Esta É a Obra do Mestre”, A Liahona, julho de 1995, p.76 [redação atualizada].

30. Ver Lucas 6:37.

31. 2 Néfi 26:27.

32. Ver D&C 93:1.

33. Ver D&C 93:19–20.

34. “Vinde, Ó Santos”, Hinos, nº 20.

35. Orson F. Whitney, Saturday Night Thoughts, (1921), p. 323.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Qual caminho?


" SE VOCÊ NÃO ESCOLHEU O REINO DE DEUS, NO FINAL DAS CONTAS POUCO IMPORTARÁ O QUE TENHA ESCOLHIDO EM SEU LUGAR " (WILLIAN LAW, CITADO POR NEAL A MAXWELL, THE SMALLEST PART, 1973, p.1.)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Conservar Nossa Capela


No próximo sábado dias 5&19 de setembro
A conservação de nossa capela é uma responsabilidade nossa, vamos aproveitar mais essa oportunidade de sermos abençoados com o serviço.



sexta-feira, 31 de julho de 2009

**Aguardem Nossa Proxima Grande Atividade**


Dia 22 de Agosto vamos realizar nossa Grande atividade e esperamos a participação de todos tambem contamos que nos ajudem a divulgar.

***Foi ultima aula do 4º domingo.***

Respeito e Reverência

Margaret S. Lifferth
Primeira Conselheira na Presidência Geral da Primária

Devemos (…) cultivar respeito uns pelos outros e reverência por Deus em nosso lar e nas salas de aula.

Margaret S. Lifferth

O último capítulo de João trata de uma conversa especialmente branda entre Pedro e o Cristo ressuscitado. O Salvador pergunta três vezes: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” E a cada vez que Pedro afirma seu amor ao Salvador, Jesus diz a ele: “Apascenta os meus cordeiros, (…) Apascenta as minhas ovelhas”.1

No mundo de hoje, há uma grande necessidade de nutrir a alma de nossos jovens e crianças com a “água viva” 2 e o “pão da vida”. 3 Assim como Pedro, também amamos o Senhor. Por isso, os pais e os líderes trabalham diligentemente para instilar em cada coração um testemunho de Jesus Cristo e de Seu evangelho. Ensinamos em nosso lar, no campo missionário, nas capelas e salas de aula de nossa Igreja. Preparamo-nos e convidamos o Espírito para estar conosco; mas para apascentarmos e nutrirmos Seus cordeiros e Suas ovelhas com testemunho e com o Espírito, devemos também cultivar respeito uns pelos outros e reverência por Deus em nosso lar e nas salas de aula.

Hoje, meu apelo é para que pais, professores e líderes trabalhem juntos para ensinar, para servir de exemplo e incentivar os padrões de respeito e reverência que fortalecerão nossos jovens e crianças e convidarão o espírito de adoração a estar em nosso lar e em nossas capelas.

Acredito que nossa habilidade e credibilidade para exemplificar a reverência por Deus são fortalecidas quando demonstramos respeito uns pelos outros. Na sociedade atual, os padrões de decoro, dignidade e cortesia são atacados por todos os lados e em todos os tipos de mídia. Como pais e líderes, nosso exemplo de respeito uns pelos outros é crucial para nossos jovens e crianças, pois eles não assistem somente à mídia, eles assistem a nós! Somos o exemplo que precisamos ser?

Façam a si mesmos estas perguntas: Sou exemplo de respeito em meu lar pela maneira como trato aqueles a quem mais amo? Como me comporto durante um evento esportivo? Se meu filho se desentende com um professor, treinador ou colega, escuto os dois lados da história? Demonstro tanto respeito pela propriedade alheia como pela minha? Como reajo àqueles de quem discordo em assuntos de religião, estilo de vida ou política?

Quando pais e líderes são exemplos e ensinam respeito pelos outros, confirmamos, no coração de nossos filhos, que cada um de nós é verdadeiramente filho ou filha de Deus e que somos irmãos para a eternidade. Vamos-nos concentrar nas coisas que temos em comum — nas qualidades que unem a família de Deus, em vez de nos concentrarmos nas diferenças.

Respeito pelos outros e reverência por Deus são primos muito unidos. Estão enraizados na humildade e no amor. O Presidente David O. McKay disse que a “reverência é o respeito profundo mesclado ao amor”,4 e o Élder L. Tom Perry ensinou que “a reverência emana de nossa admiração e respeito pela Deidade”.5 As crianças aprendem esse conceito, quando cantam este verso de uma música da Primária:

“Reverência é mais que sentar bem quietinho. É pensar com profundo fervor
Nas bênçãos que vêm do meu bom Pai Celeste.
Porque reverência é amor.”6

No entanto, o comportamento reverente não é uma tendência natural para a maioria das crianças. É uma qualidade ensinada pelos pais e líderes por meio de exemplo e ensino. Mas lembrem-se, se a reverência estiver enraizada no amor, seu ensino também estará. A rudeza ao ensinar gera ofensa e mágoa, não reverência. Assim, comecem cedo e tenham expectativas razoáveis. As crianças conseguem aprender a cruzar os bracinhos e preparar-se para orar. Isso pode levar tempo, paciência e perseverança; mas, lembrem-se de que não estamos apenas ensinando as primeiras lições de reverência à criança, mas sim que ela pode sair-se muito bem em suas primeiras tentativas de autodisciplina.

Esse processo de ensinar autodisciplina continua linha sobre linha e preceito sobre preceito. Assim, a criança aprende a ser reverente durante as orações e o sacramento. Ela senta ao lado dos pais durante a reunião. Depois, progride nas lições de autodisciplina e, mais tarde, aprende a jejuar, a obedecer a Palavra de Sabedoria, a fazer boas escolhas no uso da Internet e a guardar a lei da castidade. Cada um de nós cresce tanto em capacidade como em entendimento. Abençoamos nossas crianças e nossos jovens quando lhes damos o exemplo, os ensinamos e incentivamos nesse processo, pois autocontrole não é somente a raiz do respeito próprio: é essencial para convidar o Espírito a ensinar, a confirmar e a testificar.

Lembro-me de um discurso que o Presidente Boyd K. Packer fez em uma conferência, há quase 20 anos, intitulado “A Reverência Convida à Revelação”.7 Essa frase permaneceu em meu coração todos esses anos. Ela me lembra de que devemos criar, em nosso coração, em nosso lar e em nossas reuniões, locais de reverência que convidarão o Espírito a confortar, guiar, ensinar e testificar. Porque, quando o Espírito testifica a cada um de nós que Deus é nosso Pai e que Jesus Cristo é nosso Salvador, é essa revelação que convidará a verdadeira reverência, nascida do amor e do respeito profundo.

Então o que podemos fazer como pais e líderes? Podemos ser exemplos de reverência quando oramos humildemente, usamos um linguajar apropriado ao orar e empregamos os nomes da Trindade de maneira adequada. Podemos cuidar das escrituras com respeito e ensinar com convicção a doutrina nelas contida.

A reverência aumentará quando demonstrarmos o respeito adequado não só pelas Autoridades Gerais, mas também pelo sacerdócio local e pela liderança das auxiliares. Meu presidente de estaca é um amigo querido há mais de 30 anos e, como amigos, chamamo-nos pelo primeiro nome; mas, em público e certamente na Igreja, por ele servir em um chamado da liderança do sacerdócio, faço um esforço consciente para chamá-lo de Presidente Porter. Ensinar aos nossos jovens e crianças que é correto nos dirigirmos a nossos líderes como: presidente, bispo, irmão e irmã, incentiva o respeito e a reverência. Também ensina a verdade de que os líderes são chamados por Deus e receberam responsabilidades sagradas.

Como pais e líderes, devemos dar o exemplo de comportamento reverente em nossas reuniões da Igreja. Nossas capelas têm lugares para diversas atividades, mas aos domingos, elas são locais de adoração. Reunimo-nos para renovar os convênios que vão curar nossa alma. Vamos até lá para aprender a doutrina e fortalecer o testemunho. Os missionários levam pesquisadores. Somente com uma atitude de reverência, o Espírito pode confirmar as verdades do evangelho por meio da palavra de Deus, da música, do testemunho e da oração.

Somos um povo amigável e amamo-nos uns aos outros; mas a reverência aumentará se as conversas ocorrerem no saguão e se a reunião sacramental começar com o prelúdio, não com a primeira oração. Incentivamos a reverência quando levamos para fora da capela uma criança chorando e encontramos outra sala onde podemos continuar ouvindo a reunião, até que o bebê se acalme ou a criança seja confortada. A reverência inclui desligar os celulares, eletrônicos portáteis e computadores de mão. Enviar mensagens de texto ou ler e-mails em uma reunião da Igreja não é apenas irreverente: desvia a atenção e mostra falta de respeito por quem estiver ao nosso redor. Portanto, somos exemplos de reverência quando participamos da reunião, ouvimos os oradores e cantamos juntos os hinos de Sião.

Nossos professores da Primária, Escola Dominical e dos programas para os jovens têm oportunidades específicas de ensinar e dar exemplos de respeito e reverência. Permitam-me dar algumas idéias.

Primeiro, amem seus alunos. Geralmente, a criança que mais perturba é a que precisa mais do seu amor.

Dediquem tempo para explicar o que é reverência e porque é importante. Mostrem uma gravura do Salvador. Definam o comportamento aceitável e, então, sejam amorosos e persistentes não só quando incentivam, mas quando esperam que isso aconteça.

Estejam preparados. Preparem não só o material, mas a si mesmos para ensinar com o Espírito. Muitos problemas com a reverência podem ser resolvidos por meio de uma aula bem preparada na qual os alunos participam.

Falem com os pais de crianças que possuem deficiências para determinar o que se deve esperar delas, porque toda criança merece a chance de progredir.

Utilizem os recursos da ala para ajudar. Geralmente, se há problemas de reverência entre os jovens ou entre as crianças, há problemas de reverência na ala. Levem os problemas para o conselho da ala, no qual os líderes poderão trabalhar juntos para aumentar o respeito e a reverência em todos os níveis.8

Anos atrás, o Presidente Packer prometeu as bênçãos do Senhor àqueles que adorassem em reverência. Certamente essas promessas se aplicam a nossos dias.

“Embora talvez não vejamos uma transformação imediata e miraculosa, tão certo quanto o Senhor vive, haverá uma transformação silenciosa. O poder espiritual na vida de cada membro e na Igreja aumentará. O Senhor derramará Seu Espírito sobre nós mais abundantemente. Ficaremos menos inquietos, menos confusos. Encontraremos respostas reveladas para problemas familiares e pessoais.”9

Acredito nas promessas de um profeta. Sei que tenho um Pai Celestial amoroso e que Seu Filho, Jesus Cristo, é meu Salvador. Oro para que o aumento de nossa reverência reflita nosso amor mais profundo por Eles e aprimore nosso desempenho na tarefa de apascentar Suas ovelhas. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas

1. João 21:15–17.

2. Ver João 4:10–14.

3. João 6:48.

4. David O. McKay, Conference Report, abril de 1967, p. 86.

5. L. Tom Perry, “Serve God Acceptably with Reverence and Godly Fear”, Ensign, novembro de 1990, p. 70.

6. “Reverência É Amor”, Músicas para Crianças, p. 12.

7. Ver Boyd K. Packer, “A Reverência Convida à Revelação”, A Liahona, janeiro de 1992, p. 23.

8. Ver Ensino, Não Há Maior Chamado, (1999), pp. 82–87.

9. A Liahona, janeiro de 1992, p. 23.